Da criação do roteiro e a filmagem – Parte 1

Dentro de uma agência ou produtora, a construção de uma peça publicitária ou um vídeo institucional é criada por dois profissionais: o redator e o diretor de arte, também conhecidos como os “criativos”. Na produtora de vídeo Rush Vídeo, quem cuida desta parte são Hamilton Rosa Jr., na escrita, e a Mary Kuhn, na arte. Ao receber um briefing, um resumo com as informações do cliente, eles identificam as informações primordiais para encontrar a solução mais adequada. No processo criativo, dentro da Rush Vídeo, eles trabalham com dois tipos de dados. Um diz respeito ao objeto do briefing que está a sua frente. Ali estão as intenções do marketing de atender determinada expectativa. Ou seja, num processo mais completo, o marketing define um conceito racional (a intenção: como quero ser percebido pelo consumidor), e cabe a produtora o papel de tradutora e intérprete dessa intenção.

Outro tipo de dado que trabalhamos são as informações acumuladas ao longo da vida – leituras, filmes, debates, observações, vivências e milhões de outras coisas, que vão permitir as diversas associações entre os propósitos racionais do briefing, as possibilidades emocionais e mais que tudo, a empatia para vender essa mensagem.

As primeiras perguntas são: Qual é a constituição da empresa? E qual a filosofia por trás do sucesso do negócio? No caso, a Sino Informática é uma empresa com uma tradição de 25 anos no interior paulista com know how em soluções em Sistemas que organiza o trâmite dos processos, executados em Instituições Públicas e Privadas, em sua maioria Câmaras, Prefeituras e Cartórios. Com seus sistemas, a Sino garante significativas melhoras no fluxo das informações, desburocratizando serviços. Como ideia, passar a noção do que a Sino faz, é fácil. A questão é: quando você pormenoriza cada função, do ponto de vista visual, mostrar o fluxo de tarefas, não pode se tornar uma tarefa muito descritiva, nem muito técnica. Precisamos ser atrativos, escolher as melhores sínteses e criar um vídeo institucional informativo, interessante e nunca monótono de assistir.

O Hamilton e a Mary se debruçaram nos sistemas, enquanto o Toni Ferreira, produtor e diretor da Rush, visitou a empresa e trouxe a filosofia por trás dos projetos. Da pesquisa dessas três variáveis, desenvolvemos um roteiro que suprisse a necessidade do cliente. Partimos da ideia de que a tecnologia tornou o mundo tão complexo que muitas das melhores coisas que existem hoje você nem percebe. Deste mote geral, passamos para o particular, mostrando a empresa física, os funcionários trabalhando etc. Em seguida nos ativemos aos sistemas. Nesta etapa, partimos para animações para ilustrar cada sistema, e muito Motion Graphics para dar agilidade nas transições de um programa aplicativo para o outro.

Claro, a feitura desse roteiro não ficou 100% na primeira versão. Houve mais dois tratamentos, até o texto ficar redondo e o cliente sentir, que o vídeo institucional fechava a imagem que ele pretendia apresentar.

Antes da gravação das cenas, o processo é esse mesmo. A criatividade exige paixão e lucidez. É a força do compromisso, do envolvimento, do real engajamento na relação com o cliente. Mais que tudo, um criativo genuíno não tem bloqueios, tudo é motivo de inspiração. As diferenças, as dualidades, as contradições, as ambiguidades são estímulos fantásticos à produção, pois, uma vez encaradas com admiração verdadeira, induzem à reflexão, e ao exercício vital para a composição de um belo projeto.

No próximo texto, abordaremos as gravações do Vídeo Institucional do nosso cliente, a Sino Informática.

Rush Vídeo – Ideias em Movimento

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